Back from the cold

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Porque, daqui a tres ou quatro meses, vamos voltar para o frio e corremos serio risco de regressarmos, a pé ( a geringonça desfeita e sem conserto ) a “Siberia”, já comandados por uma “Troika” renovada, proponho, para “memoria futura” quando precisarmos de descobrir a “alma” e procurar pelas forças, que, provavelmente, ja nao encontraremos , o que é natural , so´sobre-humanos resistem a 2 estadias 2, de tres anos cada . E isto é se a proxima só durar tres anos, o que é, obviamente, um otimismo desenfreado.

We are living in a mortal coil, but while we slip down, it is still time to enjoy…..
Miss Morgan James & Mr. Mykal Kilgore.

 

Getting higher with reinforced wings

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Dreams are like freedom. Once you tasted them you can’t live without. But they aren’t easy to feed.  As indeed freedom does also come with a price. There is a trade off. And not always a balanced one. Dreams & Freedom do require total commitment. Sometimes even your life. And there the deal ends. ‘Cause you need to be alive to be free and to dream. So enjoy while you can. Reinforce your wings because we are going to set ourselves free and fly even higher. Here we go:

https://m.youtube.com/watch?v=DbsBg-Ek57o

Still flying high…..

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Haven’t had yet a chance to land ( ‘cause oddly it may sound I’m working hard to put together some money ). The plan is to keep flying. But now with a destination. Buenos Aires . Minimum stay 3 months . But will not leave until I master the tango. Here it is a taste of the future… 

http://app.musicme.com/artist/katie-melua/video/tango-with-katie-melua-4657466D5176486533394D

Asas, para que vos quero…………………,

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Vai uma enorme confusao ai por baixo. Aparentemente ninguem sabe o que quer.
Por isso fico ca em cima. Mas deixo-vos em boa companhia e um regresso aos verdes anos.
Resta-nos sempre a utopia. Felizmente.

http://www.youtube.com/watch?v=Ld1l4Ud7jp8

Amanha não é ….Sim ou Nao. É Nós.

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O resultado do referendum ( mais populista= Laclauniano, alguma vez feito ) realizado pelo governo da Grecia, se nao traduzir uma clara manifestaçao do provo grego de assumir, definitivamente, a responsabilidade pelo seu destino, representará , inequivocamente, que a Grecia como Estado, nao pertence a Uniao Europeia . É, entao, responsabilidade da UE conduzir o processo, para a saida da Grecia do euro , de uma forma que reduza ao minimo os impactos, dessa catastrofe para o povo grego.
É a hora da Europa mostrar , na pratica, a dimensao solidaria do projecto Europeu.
Em alguns estados da EU, subsistem traços proprios de “sociedades extractivas em processo de transformaçao” (Acemoglu, Daron), que pontuam, particularmente, no sul da Europa. A Grande Recessao, como todos os processos profundos de reajustamento, colocou a nu essa realidade.
Uma realidadede que, embora amplamente reconhecida, se mantinha a coberto de pseudo-democracias, democracias de papel, travestidas, que configuram formas mais “evoluidas “ (dentro do processo de transicçao), mas que nem por isso deixaram de ser “sociedades extrativas”.
A Grecia é provavelmente o paradigma desta sociedade. E, é por isso que, a Uniao Europeia, correndo embora o risco, de ser apontada como um espaço de pensamento unico, deve assumir , apesar desse onus, uma posiçao adulta, livre dos complexos de uma politica, “politicamente correcta”. Precisa de assumir, em definitivo, que, esta politica do compromisso, é na realidade uma politica de desistencia.
Desistencia, constitui o ADN, do que tem sido a postura , ou a ausencia/errancia dela, das estruturas da UE. Uma sociedade só é livre quando assume o controlo do seu destino. Mesmo quando os objectivos propostos/ definidos, nao sao atingidos, essa sociedade continua livre. É essa liberdade que lhe permitirá encontrar novas vias, porque é um processo que se desenrola caindo e levantando. Abdicar desse direito, é abidicar da autonomia e da liberdade. É abdicar do proprio futuro.
A Grecia , desejo e acredito, nao escolhera´ esse caminho .
Se assim for, fará com todo o direito, parte de um projecto avançado da Uniao Europeia.
Porque é disso que se trata. A construçao de um espaço onde todos sao iguais.
Isto é, onde uns, não são mais iguais que outros.
Com o contributo do povo grego, assumindo a escolha e o risco a ela inerente, é possivel construir uma Uniao Europeia, sem directorios. Sem senhores e servos. Isto é uma sociedade adulta. Uma sociedade tendencialmente de cidadaos livres.

Uma esperança vã….

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Nos anos 70 ( nao sei se ainda existem ) havia salas de cinema em Manhattan que passavam – non stop/24h – filmes porno. Os espectadores entravam e saiam a qualquer momento, porque , as estorias, mesmo mudando eventualmente de local , tinham sempre a mesma “trama” e as cenas repetiam-se, ate´ na sequencia. Era por isso irrelevante se começavam a ver o filme, desde o inicio , a meio, ou no fim . Nao passava pela cabeça de ninguem, que, ao ver o filme “ao contrario” ia perder a “excitaçao” de um desfecho inesperado. Toda a “excitaçao” era provocada , nao pelo desenrolar da estoria, mas por cada cena ( que tambem todos antecipavam ).

Depois da curiosidade inicial, estas salas de cinema entraram em decadencia e , se ainda existem, apenas conseguem sobreviver, graças a uma clientela dedicada, mas muito pequena.

Vem isto a proposito do “filme” que corre, já ha varios anos, no “Cine Europa” e que esta a beira de lhe acontecer o mesmo que aos cinemas porno dos anos 70. O script ja todos o conhecemos de cor. Pode-se entrar em qualquer momento porque rapidamente nos situamos na estoria. Ve-se de igual modo do fim para o principio, que nada se perde de excitante ou surpreendente. É certo que , quem estiver atento, se apercebe que, por vezes, vão aparecendo novos actores. Mas nem isso faz mudar nada relevante. As vedetas vao alternando as posiçoes ( uma vez a Alemanha fica por cima, outras fica a Grecia ) mas nada muda o desfecho final. Esse repete-se à exaustão e ja todos o conhecem de cor.

Por isso a sala do Cine Europa, esta cada vez mais vazia de espectadores interessados, E tal como aconteceu as salas de cinema porno dos anos 70, tambem o Cine Europa vai entrar em decadencia e provavelmente fechar.

Até la deixo-vos, mais uma vez cortesia do FT, uma parte do “Free Lunch” , a coluna de Martin Sandbu, com os links das contribuiçoes “emprestadas”.

“While we are waiting for a deal today that may keep the eurozone Punch and Judy show on the road for another few months, three readings stand out amid the morass of confusion passing for analysis. Karl Whelan, with his usual clarity, takes on the myth that the problem is the euro, and points out how we only got to this point because of the fatal decision not to let Athens default on its debts in 2010. The Economist takes an incisive look at the Greek pension system, portraying it in all its glorious absurdities while setting out how comprehensively those supposedly do-nothing Greek governments have already reformed it. And finally, Willem Buiter and Ebrahim Rahbari refute the common misperception that Greece needs more money from others to stay in the euro. They offer an alternative – leave Greece to do what it wants, do not lend it any extra money (but extend the immediately maturing loans) and engineer a radical restructuring of its banks – which is unpleasant but realistic and may well prove superior to whatever is or is not agreed today.”

O “filme” , esse podia chamar-se “kick the can”.

The Syriza Plan….courtesy of The FT

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Tenho argumentado que a estrategia do Syriza é forçar a saida da Grecia do Euro, deixando o onus na Alemanha e restantes membros. Assim, assumindo-se como vitima do fundamentalismo neoliberal, reinante na UE, justifica-se perante a larga maioria dos eleitores gregos, para quem a saida do Euro, nunca foi uma opçao.
O FT na ediçao de hoje e perante o colapso das negociaçoes, adianta quatro (4) cenarios, para a estrategia do Syriza. Este é o quarto ( e ultimo ). Dentro de duas semanas vamos saber que foi de facto sempre o unico.

“Greece actually wants to leave the euro. Among the academics and politicians who have advised Syriza there are undoubtedly some who have always believed that Greece ultimately has to leave the euro. They think that their country can only escape its downward economic spiral if it repudiates some or all of its debt — and they know that the price of that is likely to be ejection from the euro. What is more, once Greece is out of the euro, a new, floating currency might help restore the country’s competitiveness. Some in Syriza also believe that the euro and the EU in general are inseparable from the “neoliberal” economics that they reject”.